Traduzir
Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.
O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se.
José Saramago [extraído de:http://forum.thefreedictionary.com/postst2389_Um-texto-de-Saramago.aspx 25/11/2009 ]
Escrito por Ricardo às 13h40
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Parabéns Tradutor!
Hoje é seu, nosso dia! Para comemorar, nada melhor do que conhecer a vida de S. Jerônimo. Quem ainda não leu, vale a pena passar por esses endereços abaixo: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20071107_po.html
http://www.newadvent.org/fathers/2708.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Jer%C3%B3nimo_de_Str%C3%ADdon
Escrito por Ricardo às 13h44
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Ferramenta Fundamental
Count Anything: veja o manual: http://ginstrom.com/CountAnything/manual/index.html & baixe o arquivo: http://ginstrom.com/CountAnything/ Alguns formatos de arquivos - a gente logo pensa nos arquivos em excel, pdf, powerpoint- não permitem a contagem de palavras. Essa ferramenta ajuda na contagem das palavras. O tradutor pode ter mais segurança na hora de determinar o custo do trabalho.
Escrito por Ricardo às 18h35
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Livros úteis para o tradutor
* OFICINA DE TRADUÇÃO - Arrojo, Rosemary - Ed. Ática Serve de base ao estudante de idiomas que prentende iniciar seus conhecimentos teóricos sobre tradução. * ESCOLA DE TRADUTORES - Rónai, Paulo - Ed. Nova Fronteira Coletânea de textos referentes às mais diversas modalidades da tradução, que tratam da gramática de alguns idiomas ou que abordam a própria experiência do autor como tradutor, do mesmo eu recomendo ainda: * A TRADUÇÃO VIVIDA - Rónai, Paulo que abrange essas e outras questões da área * MANUAL DO REVISOR - Luiz Roberto Malta - W. V.C Editora O tradutor é antes de tudo um revisor, ele tem de estar atento a certas regras próprias do oficio do Revisor. * FUNDAMENTOS DA LINGUÍSTICA CONTEMPORÂNEA - Lopes, Edward - Cultrix Nele estão as bases do ensino da linguística, matéria que trata das teorias da tradução. * Manual de Redação e Estilo - Jornal O Estado de S. Paulo - Martins, Eduardo Obra necessária a todo estudante da lingua portuguesa, voltada não apenas ao jornalista ou às regras do jornal mas a todos leitores e escritores. Mesmo não sendo uma versão atualizada (a minha é a 3º edição) é de importância fundamental. Para ser usada junto com o Novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (se você não pode vencê-los, junte-se a eles, ao pessoal da ABL) * Guia Prático da Tradução Inglesa - Soares dos Santos, Agenor - Ed. Campus Trata de falsos cognatos, particularidades da gramatica inglesa (origens, comparações com outros idiomas, características, etc.), erros de tradução e uso atual de certas palavras no noticiário e no dia-a-dia dos países de língua inglesa. * Construindo o Tradutor, Robinson Douglas - EDUSC A evolução da área deve ser acompanhada pela evolução do profissional, amparado pelas novas mídias e pelos novos recursos linguísticos (teoria) e tecnológicos (prática)
Escrito por Ricardo às 13h32
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Minicurso grautuito: Inglês
Língua inglesa em nível avançado Data: 28 de agosto 2009. 18:30h-21:30h
Conteúdo: Back to the Roots: Understanding English as a Germanic language, Translating verbs of movement, Adverb placement in English Lugar: Central de Cursos UGF. Rua Treze de Maio, 681 | Bela Vista - São Paulo/SP Tel. (0xx11) 2714-5656 Entrada franca. Atenção!: Para a inscrição, enviar nome completo para o e-mail oficinas.tradutores@gmail.com indicando o minicurso que deseja. mais informações no site: http://www.traduespanhol.info/4556/19301.html
Escrito por Ricardo às 10h34
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Minicurso gratuito: Português
Português para tradutores: Data: 21 de agosto 2009. 18:30h-21:30h Conteúdo: Novas regras ortográficas; Concordância verbal e nominal; voz passiva sintética e analítica; Pontuação. Lugar: Central de Cursos UGF. Rua Treze de Maio, 681 | Bela Vista - São Paulo/SP Tel. (0xx11) 2714-5656 Entrada franca. Atenção!: Para a inscrição, enviar nome completo para o e-mail oficinas.tradutores@gmail.com indicando o minicurso que deseja. mais informações no site: http://www.traduespanhol.info/4556/19301.html
Escrito por Ricardo às 10h33
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Links para glossários:
Termos jurídicos da União Européia: http://europa.eu/legislation_summaries/glossary/index_en.htm Técnico Festo: http://www.festo-didactic.com/int-en/services/online-dictionary/ Roland: http://roland.com.br/boss/suporte/glossary/a Thesaurus Cadeia Alimentícia ETI http://www.thesaurus.eti.br/cadeia-alimenticia/index.htm
Escrito por Ricardo às 13h53
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Traduzir é diferente de saber línguas
O conhecimento das técnicas de tradução, que é obtido em uma faculdade, junto com o aprendizado da gramática de uma ou mais línguas capacita, mediante o contínuo aprendizado teórico e prático, o tradutor. Sem o conhecimento dessas técnicas, que são em grande parte 'dicas' de grandes tradutores do passado que vieram a se transformar em teóricos da tradução. Os Tradutores representam um papel determinante na evolução das sociedades, muitos deles inventaram alfabetos, contribuíram para a criação de línguas e deram forma às literaturas nacionais. Participaram da difusão dos conhecimentos e da propagação das religiões, importaram e exportaram (continuam fazendo isso) valores culturais, redigiram dicionários, etc. Várias pessoas são requisitadas hoje em dia a cumprirem o papel de tradutores dentro de uma empresa, fazem isso de boa ou má vontade da mesma forma que muitos tradutores fazem de boa ou má vontade dependendo de inúmeros fatores, não mencionados aqui mas não menos importantes. O tradutor como representante de um determinado setor na sociedade, ou de vários setores, atuando seja na área técnica, seja na literária, seja na área jurídica ou publicitária ele jamais deverá ocupar o papel de uma secretária, um advogado, um autor, sua responsabilidade é transferir de forma equivalente um texto de uma língua para outra, usando recursos linguísticos, que foram aprendidos na faculdade. Não se trata aqui de fazer um apelo à regularização da profissão, assunto tabu hoje para o Jornalismo, esse Tradutor só pede para que ele e seus colegas de profissão tenham um pouco mais de reconhecimento e um pouco menos de desprezo. A teoria da Equivalência se encaixa muito bem aqui.
Escrito por Ricardo às 18h14
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Blog indispensável: Nogueira Translations
http://www.nogueiratranslations.com.br/index.htm
Escrito por Ricardo às 17h25
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Aprender muitas línguas
Aprender muitas línguas enche a memória de palavras, em vez de fatos e idéias, quando a memória é um recipiente que em cada indivíduo só pode acolher uma medida certa e limitada de conteúdo. Além disso, o aprendizado de muitas línguas prejudica por fazer acreditar que se tem habilidades, e realmente confere algum prestígio sedutor no trato social; também prejudica indiretamente, ao obstar a aquisição de conhecimentos sólidos e a intenção de ganhar de maneira séria o respeito das pessoas. [...] o idioma materno é incuravelmente ferido e arruinado. [...] Porém, como as relações entre os homens devem se tornar cada vez mais cosmopolitas [...] aprender muitas línguas é sem dúvida um mal necessário; que chegando ao extremo, forçará a humanidade a encontrar um remédio: e num futuro distante haverá para todos uma nova língua, primeiro como língua comercial e depois como língua das relações intelectuais [...]. Pois com que finalidade a ciência linguística teria estudado por um século as leis do idioma e aquilatado o que é necessário, valioso e bem sucedido em cada língua? [Friedrich Nietzsche, Humano Demasiado Humano, p. 168-9 Companhia das Letras]
Escrito por Ricardo às 18h58
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Lado a lado com a história e a ciência
Desde pequeno tive sempre muita curiosidade de aprender o significado das palavras e gostava de ler a história de Champolion no Egito buscando e conseguindo decifrar os hieróglifos. Achava fascinante a descoberta de outra civilização passada através da palavra, o que arqueólogos e outros cientistas não podiam encontrar de concreto os tradutores como Champolion descifraram e trouxeram até nós para leitura apurada e investigação de todos os pesquisadores. Vejo em Champolion portanto essa figura essencial que inspira o trabalho da tradução, ciência que caminha lado a lado com os outros conhecimentos, nunca acima nem abaixo de qualquer área, buscando interpretar com precisão o significado original sem adornos, podendo até ser sintética conforme o caso, mas sem empobrecer jamais o significado e a compreensão do texto.
Escrito por Ricardo às 13h38
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Entre em contato quando precisar

meu endereço no twitter é http://twitter.com/Ric4rd0 Agradeço pela visita
Escrito por Ricardo às 17h14
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Janus
"Janus deveria ser o deus romano protetor dos tradutores: uma das faces no original, a outra na tradução; uma no autor, outra no leitor."
Palavras sábias de http://tradutor-profissional.blogspot.com/
Escrito por Ricardo às 12h11
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A Tradução não é um trabalho de uma pessoa só
A tradução exige empenho do profissional, exige qualidade, exige conhecimento nos dois idiomas mas exige também revisão do texto a ser entregue. Se o profissional trabalha sozinho ele deve se desdobrar para entregar ao cliente/leitor um texto coerente, se ele trabalha em uma cooperativa de tradutores ou junto a uma agência existe a possibilidade de haver ajuda mútua, tradutores podem revisar e revisores podem traduzir textos. Dessa forma ninguém sai prejudicado. O profissional autônomo pode ainda ter o recurso de enviar o texto por e-mail a alguém de confiança que conhece plenamente os idiomas de chegada e partida. O profissional freelancer que trabalha com agências deve contar com a ajuda da agência, essa ajuda como eu disse é mútua pois é do interesse de ambos que o trabalho seja bem executado, nada mais apropriado do que o clichê "duas cabeças pensam melhor do que uma". Antes que algo saia errado.
Escrito por Ricardo às 12h07
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Artigo sobre tradução do Ivan Lessa no site da BBC
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/06/040628_ivanlessa.shtml tomo a liberdade de reproduzir aqui caso o link dê erro. Não tem tradução Numa coisa as línguas inglesa e portuguesa se assemelham: surgiu alguma dificuldade em se traduzir, babau! --, eles vão e incorporam a expressão ou palavra. Verdade que os britânicos dão mais tratos à bola, como dá (ou dava) à redonda esse garoto gordo, tal de Rooney, que os jornais não param de cantar as loas e comparar a – vejam só! – Pelé. Nós, brasileiros, somos meio macunaímas mesmo: dá-nos – ai! Uma preguiça danada e a gente vai e taca no original mesmo (workshop, fashion week, socialite etc), ou aproximando, feito deletar, danar, rebootar e por aí afora. O Noel Rosa, avesso aos estrangeiros, o Noel dos anos 30, de São Coisas Nossas e Não Tem Tradução (“Tudo aquilo que o malandro pronuncia, /com voz macia, /é brasileiro, já passou de português”), esse Noel está “datado”, foi “deletado”. Uma agência de traduções, sediada em Londres, a Today Translations, que arrisco traduzir para Hoje Traduções, resolveu consultar mais de mil tradutores profissionais afim de tentar encontrar as 10 palavras mais difíceis de se traduzir para o inglês. Vamos à primeira colocada, à Miss Dificuldade. Vai para o trono, de coroa, cetro e faixa no peito, ilunga, do dialeto tshiluba, da língua bantu, falada no Congo e no Zaire. Ilunga é a pessoa disposta a aceitar um desaforo, ou abuso verbal e físico, por duas vezes seguidas, mas que na terceira empomba e não engole de jeito nenhum. Em terceiro lugar, deu iídiche: shlimazl, o azarento crônico. Em quarto, naa, que é japonês, mas apenas japonês falado na área de Kansai e serve para enfatizar um argumento. Em sexto, holandês: gezellig, que quer dizer íntimo e agradável. Lá estão também, entre as dez mais, pochemuchka, russo para alguém que faz muitas perguntas, e altahmam, árabe para uma profunda tristeza. Mas o que me interessa é a sétima colocada. Qual é a palavra? Ela mesmo, aquela que compositores, poetas e corretores de imóveis se gabam de que, como samba de Noel, não tem tradução: saudade. Está confirmado: não tem mesmo. E não existe, não se aplica, carece de serventia, quando, como no meu caso, se está há séculos em Londres, onde fica a Today Translations e não há xarope de groselha ou goiabada cascão.
Escrito por Ricardo às 13h05
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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, English, Spanish, Livros, Música, Ginástica, Caminhada MSN -
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